finalmente minha nova tatuagem

Fazia muito tempo que eu estava a fim de fazer outra tatuagem. Algum desenho que fizesse referência à fotografia ou à música, minhas maiores paixões. Passei meses pesquisando até chegar a um desenho do Kurt Halsey, também autor  da primeira tatuagem que fiz. É verdade que parece pouco criativo, mas que posso fazer se gosto do traço dele?

Como bem disse o Misi, o húngaro que me tatuou essa semana, podemos tatuar o que quisermos, absolutamente qualquer coisa. Porém, não foi à toa que a tatuagem evoluiu e se modificou durante centenas de anos. Hoje está mais claro os tipos de desenhos e traços que “funcionam” melhor na pele.

Misi (pronuncia-se Míchi) mora no Brasil há 12 anos e tem um pequeno e charmoso estúdio em Pinheiros. Bastaram poucos minutos para que ele me convencesse a deixá-lo “refazer” o desenho que eu apresentei como escolhido para marcar a minha pele. Podemos deixar a garota com o mesmo corte de cabelo, ele explicou, mas é preferível adaptar o traço para um estilo mais adequado. Afinal, com o tempo a tinta se espalha e linhas muito próximas podem se sobrepor empobrecendo os detalhes do desenho.

Também por isso, tatuagens são sempre melhores quando maiores. Já cansei de ouvir amigos se dizendo arrependidos de não terem feito uma ou outra tatuagem em tamanho maior. Eu mesma, que tatuei a segunda essa semana, sinto isso em relação à minha primeira, feita cinco anos atrás.

Eu me lembro que a primeira vez que senti a agulhada nas minhas costas achei graça. “Ah, é só isso? Até que não dói tanto”. Meia hora depois eu estava com muita dor – e o cara que estava me tatuando era detalhista e um pouco lento, demorou quase duas horas para finalizar um desenho pequeno de poucos detalhes.

Dessa vez minha ansiedade fez com que eu tomasse uma decisão meio estúpida. Marquei meu horário em época de tpm – sabe aquela fase em que arrancar uma sobrancelha dói pacas? Pois é, eu contrariei a natureza e fiz uma tattoo nesse dia. Depois de meses, finalmente eu tinha o desenho e a grana na mão, não queria adiar por mais nada. Visitei o estúdio na semana passada, torcendo para que eu já saísse de lá com meu braço pintado. Nada feito, o cara tava com a agenda lotada e eu teria que esperar. Só em casa, com o cartão do estúdio e a data marcada, foi que me dei conta de que, sendo mulher, tinha escolhido a pior semana do mês para realizar meu desejo.

Dane-se, pensei, vai ser assim mesmo. Ok, aprendi a lição. Eu amei o resultado, contudo sofri um bocado. Doeu muito mais do que eu esperava – ainda bem que o Misi é rápido no gatilho e fez tudo em uma hora e pouquinho.

A dor foi traumática, mas fiquei tão feliz que nada disso altera meus planos de fazer outras no futuro, espero que logo. Ainda falta homenagear a música. Ainda não sei se tatuo uma vitrola, notas musicais, um violão, um pandeiro, uma clave de sol… Se alguém tiver sugestões, são bem vindas🙂.

As fotos desse post foram feitas pela Gizele Frazilho, uma jovem que estava visitando o estúdio e tive a sorte de conhecer. Aproveitei que ela me disse ser apaixonada por fotografia e larguei a câmera na mão dela.

~ por Maíra em abril 3, 2010.

Uma resposta to “finalmente minha nova tatuagem”

  1. Tbém adoro fotografia!!! Tenho uma tatuagem no braço esq. Sinto uma enorme vontade de refazer mas não sei como. Alguma idéia que possa me ajudar ?
    Obg, Luciana!!!

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