ajustando o foco

O tempo voa e o Foco em Libras já está quase na metade do seu percurso. No encontro dessa semana e no anterior, aproveitamos para fotografar temas individuais, cada aluno escolheu o seu. Tatuagem, chapéu, sapato, moda, covinhas, foram muitos os que optaram por retratar os traços e estilos das pessoas que frequentam o Parque do Ibirapuera.

Achei interessante a atenção dada a esse aspecto. A língua de sinais é caracterizada por ser espaço-visual e muito baseada na leitura da expressão facial e corporal do usuário. Porém, de que outras formas o corpo se comunica? Quanta informação sobre nossa personalidade não fica estampada nas roupas e acessórios que escolhemos vestir, nas marcas de nascença, nas tatuagens, piercings e marcas que deixamos no corpo?

O próximo passo do curso é pensar, junto com os alunos, de que forma a cultura surda é representada nos meios de comunicação de grande circulação. Se é que é representada, tenho a impressão de que esse tema mal é abordado, pouquíssima gente tem familiaridade com a surdez como identidade e cultura.

A partir daí, nossa ideia é pensar a fotografia como meio de comunicação e utilizá-la para falar sobre a cultura surda a partir do ponto de vista dos alunos. É uma ideia ousada, pensando no tempo curto do curso. É importante traçar, planejar, porém a dimensão do alcance dessa proposta só teremos durante a experiência do curso.

~ por Maíra em maio 5, 2010.

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