ah, meu samba

Esses meses tive boas surpresas musicais com sambistas ou intérpretes. Posso destacar dois discos que estou ouvindo sem parar.

Um deles é o Juliana Samba, da cantora Juliana Amaral. Escutei ela no Rolando Boldrin no final de março e de cara fiquei apaixonada pelo bom gosto e interpretação belíssima da musicista, que também é compositora e atriz. Baixei o disco pela internet e pronto, lá estava eu enfeitiçada por sua voz.

Juliana Samba foi gravado em 2007, produzido por Moacyr Luz e traz canções de compositores de várias gerações como Cartola, Heitor dos Prazeres, Nei Lopes, Paulinho da Viola e Marcelo Camelo. Me chamou atenção ela optar pelo lado B desses compositores, eu não conhecia quase nenhuma música do disco.

No repertório eu destaco Vida (Paulinho da Viola e Elton Medeiros), Meu Amor já foi Embora (Cartola/Zé Com Fome), Resistência (Zé Luiz do Império e Nei Lopes) e Canta (Wilson Baptista). Pra ser sincera, não conseguia me decidir pelas favoritas do disco, passei semanas escutando ele diariamente. Outra música que me emociona muito é São Mateus, escrita por Marcos Paiva e Rodrigo Campos.

Quem me falou do Rodrigo Campos outro dia foi o Romulo Fróes, num show dele que assisti em Pinheiros mês passado. Fiquei curiosa, baixei o disco São Mateus não é um Lugar tão Longe Assim e logo me encantei com sua sonoridade. Até então eu achava que não conhecia o Rodrigo, mas São Mateus já tinha chamado minha atenção na voz da Fabiana Cozza, muito tempo atrás, eu é que não tinha ideia que era de autoria desse rapaz. Também conhecia Beleza, composição dele e da Luísa Maita que está no disco da Mariana Aydar, Peixes, Pássaros, Pessoas.

Outra boa surpresa recente foi ter conhecido Rubens Nogueira numa roda de samba aqui em São Paulo. Eu nunca tinha escutado suas músicas e tive o prazer de ouvi-lo tocando e cantando seus sambas ao vivo, logo que eu cheguei da Amazônia.

Estava com saudades de ouvir música boa – definitivamente essas viagens para o Norte e Nordeste me entorpecem musicalmente – e aceitei o convite de um amigo que é músico para participar de uma roda. Cheguei na casa de Rita e não conhecia absolutamente ninguém além de meu amigo. Simplesmente colei na roda e não arredei o pé de lá. Cantei bastante e dei muita risada quando peguei o violão para tocar Refém da Solidão e o Caio, um dos músicos presentes, gritou entusiasmado que já tinha me visto na internet. Me reconheceu pela harmonia, veja só, essa foi inédita :)!

Rubens, muito generoso como todos os músicos presentes, me contou que tinha lançado um disco recentemente só de parcerias com o Paulo César Pinheiro. Baixei o disco no dia seguinte e estou escutando diariamente (é assim que acontece quando me apaixono de cara por um som). É de primeiríssima qualidade e ainda tem acompanhamento da Verônica Ferriani em várias das faixas, o que só embeleza mais ainda.

Engraçado foi que agora, procurando vídeos dele na internet, encontrei logo um que tem ele tocando Parte, uma das músicas do disco, ao lado da Juliana Amaral. Tanta música boa circulando por aí, minha gente.

~ por Maíra em junho 13, 2010.

2 Respostas to “ah, meu samba”

  1. Obrigada, maravilhoso, não conhecia esta cantora. Parabés pela qualidade do BLOG-Sõnia

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