NY, NY


Panquecas na Clinton St. Baking Company

Não fiz muita pesquisa sobre o que visitar em NY antes de chegar lá e optei por uma saída simples. Lancei uma enquete para meus amigos pelo FB: o que devo visitar em NY em quatro dias de passeio? Choveram propostas e me deliciei com as panquecas da Clinton St. Baking Company, o cheeseburger da Corner Bristo, as cervejas da McSorleys Old Ale House, o som do Smalls Jazz Club, entre tantas sugestões deles.

Cerveja e hamburger na Corner Bristo: preço bom e ambiente aconchegante

Em minha primeira noite na cidade, fui para Burp Castle, um bar que fica em East Village e que foi indicado pela Carol. Eu estava sozinha e não havia lugar para sentar. Me encostei no balcão e pedi uma cerveja. Passei os olhos pelo ambiente, era pequeno e as paredes eram cobertas de gravuras. Todos estavam entretidos com suas conversas e não pareciam muito interessados na minha presença, rs. Puxei meu moleskini vermelho da bolsa e comecei a escrever sobre meu primeiro dia na cidade.

NY é sedutora, impossível andar por ela sem se sentir em casa, sem imaginar que ela poderia ser sua casa. Conhecemos seus bairros e atrativos a partir de filmes e fotografias, é muito fácil se deslocar pela cidade e sua beleza é tamanha que a vontade é de destrinchar todas suas ruas.

Light or dark? Pedimos 2 cervejas no pub irlandês McSorleys Old Ale House e ganhamos 4!

Não demorou muito para que dois rapazes se aproximassem e puxassem assunto comigo. Em pouco tempo estava numa mesa cheia de nova iorquinos, apesar de o termo ser meio polêmico por nenhum deles ter nascido na Big Apple. Tom e Ben eram professores de matemática na NYU. Quando me viu escrevendo no bar, Tom confessou que gostava muito de escrever.

Quando souberam que eu era fotógrafa e cantora, me apresentaram a outro amigo deles. Craig era fotografo também, mas ganhava a vida como guia turístico de NY. Conheciam muitos músicos que moravam na cidade. Como a maioria dos artistas, eles não viviam da música, mantinham algum trabalho para sustentá-los e trabalhavam com música também.

“NY é uma cidade muito cara, por mais que se ganhe bem o custo de vida aqui é muito alto”, me explicava Tom. Por isso é comum as pessoas morarem em apartamento tão pequenos e sem muito espaço para receber visitas – eu recebi várias explicações desse tipo seguidas de pedidos de desculpas quando sondei amigos e conhecidos para me alugarem um quarto.

Tacos na madruga / Foto: Craig Stokle

Mas o que encanta é que em NY todo mundo é artista. A cidade reúne inúmeros artistas ou pessoas que sonham em ser artistas. A melhor definição que ouvi foi de um amigo suíço que é sapateador e vive lá há 20 anos: “Em NY não existem garçons, existem atores. Todo garçom é ator”.

Stuffed cabbage no Veselka - beef smothered in our rich mushroom gravy or savory tomato sauce

Além das galerias e museus, o que mais curti foram os bons restaurantes, a música ao vivo e o espírito acolhedor dos moradores. Max me levou para jantar no restaurante ucraniano Veselka, o primeiro lugar onde ele comeu quando chegou na cidade 20 anos atrás.

Foi minha última noite da cidade e eu comemorava ter visto neve pela primeira vez na vida. Fechamos o passeio no pub irlandês McSorleys, onde pedimos 2 cervejas e nos serviram 4. Certamente porque uma só eles não consideram cerveja…

~ por Maíra em dezembro 17, 2010.

Uma resposta to “NY, NY”

  1. Oi Má, que bom que vc seguiu várias das minhas dicas! Cool! Adorei o texto. Parabéns!

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